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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Tachyphoninae
 Bonaparte, 1853
Espécie: R. bresilia

Nome Científico

Ramphocelus bresilia
(Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês

Brazilian Tanager


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Tiê-sangue

Espécie e ave símbolo da Mata Atlântica e uma das mais espetaculares do mundo, o tiê-sangue (Ramphocelus bresilia), também conhecido como tingê, sangue-de-boi, tiê-fogo, chau-baeta, japiranga e tapiranga, é uma ave sul-americana passeriforme da família Thraupidae, reconhecida pela beleza de sua plumagem vermelha.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) rhamphos = bico; e koilos, këlis, kelas = côncavo, marcado; e do (latim) bresilia = referente ao Brasil, brasileiro. ⇒ (Pássaro) brasileiro com bico côncavo.

Características

Mede entre 18 e 19 centímetros de comprimento e pesa entre 27,9 e 35,5 gramas. (Hilty, 2016).
A plumagem do macho é de um vermelho-vivo, que deu origem ao nome. Parte das asas e da cauda são pretas. A espécie apresenta dimorfismo sexual, sendo a plumagem da fêmea menos vistosa, de cor parda nas partes superiores e marrom-avermelhada nas inferiores.
O macho imaturo é semelhante à fêmea na plumagem, mas o bico é totalmente negro e não pardo. Uma característica importante do gênero Ramphocelus, e que ocorre exclusivamente no sexo masculino, é a calosidade branca reluzente na base da mandíbula.
Essa espécie não é considerada entre as que possuem canto mais bonito. A vocalização de chamada (ou advertência) é muito dura. O canto é um gorjear melodioso e trissilábico, que costuma ser repetido sem pressa. Às vezes, alguns indivíduos vocalizam juntos.

Subespécies

Possui duas subespécies reconhecidas:

Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015).

Fotos das subespécies de Ramphocelus bresilia
(ssp. bresilia) (ssp. dorsalis)

Alimentação

O tiê-sangue é frugívoro, tendo predileção pelos frutos da embaúba. Como as árvores do gênero Cecropia, são bastante comuns em áreas em recuperação, bem como em locais próximos a cursos ou reservas de água.
Alimenta-se também de insetos e vermes. Um fator que beneficiou a manutenção da população do tiê-sangue e de outros traupídeos no litoral do Sudeste foi a extensiva cultura da banana, que fornece uma rica fonte de alimentação, durante todo o ano, a um grande número de espécies.
Aprecia os frutos da fruta-de-sabiá ou marianeira (Acnistus arborescens)

Reprodução

Reproduz na primavera e no verão. Chega à maturidade sexual aos 12 meses, mas a soberba plumagem rubro-negra do macho só é adquirida no segundo ano de vida. Constrói o ninho em forma de cesto, que muitas vezes é forrado com materiais do tipo: fibra de palmeira, fibra de sisal, fibra de coco e raiz de capim. A fêmea põe 2 ou 3 ovos verde-azulados lustrosos, com pintas pretas, pesando em média 3 gramas. Apenas a fêmea incuba, no entanto após o nascimento dos filhotes, vários indivíduos alimentam a prole, inclusive machos. Seus ninhos costumam ser parasitados pela espécie chupim (Molothrus bonariensis). As posturas ocorrem de duas a três vezes por temporada, com período de incubação de 13 dias, e os filhotes tornam-se independentes aproximadamente 35 dias após o nascimento.
Durante o acasalamento os machos costumam levantar a cabeça verticalmente, exibindo ao máximo a base reluzente da mandíbula, para assim atrair a fêmea.

Hábitos

Seu comportamento é semelhante ao da pipira-vermelha (Ramphocelus carbo), porém vive mais aos pares do que em pequenos grupos. Costuma frequentar comedouros.
Varia de incomum a localmente comum em capoeiras baixas, bordas de florestas, restingas e plantações, às vezes também em parques e praças de cidades.

Distribuição Geográfica

Espécie endêmica do Brasil, ocorrendo do Rio Grande do Norte a Santa Catarina. Varia de incomum a localmente comum em capoeiras baixas, bordas de florestas, restingas e plantações, às vezes também em parques e praças de cidades. Parece estar se expandindo para o interior notadamente nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Pela ampla área de distribuição e quantidade de indivíduos registrados, essa espécie é considerada como Pouco Preocupante (LC) de extinção na natureza.

Referências

Galeria de Fotos